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O Blackboard Original acaba em dezembro de 2026: migrar para o Ultra ou reavaliar o LMS?

A partir de 2027, todo curso no Blackboard terá de usar o Ultra. Como o redesenho é inevitável, este é o momento de comparar caminhos antes de refazer cada disciplina.

A documentação do Blackboard não dá margem a dúvida: a Visualização Original do Curso deixa de ter suporte em 31 de dezembro de 2026. No dia seguinte, os cursos nesse formato são marcados como concluídos e passam a somente leitura, e todo ensino ativo terá de acontecer no Ultra. Em 1º de janeiro de 2028, o que restar será convertido. Nossa suposição é direta: quando a mudança de formato é obrigatória, o custo de redesenhar os cursos já está contratado, e a pergunta passa de “mudar ou não” para “mudar para onde”.

Convém separar fato de ruído. A empresa por trás da plataforma passou por uma reorganização judicial nos Estados Unidos e saiu dela em março de 2026, com o nome Blackboard, sem dívida e com foco declarado em ensino e aprendizagem. Para quem é cliente, é boa notícia, e o Ultra é o produto em que a empresa concentra o investimento.

O ponto que interessa é pedagógico. Trocar de formato muda a maneira de organizar a disciplina, e nenhuma ferramenta decide sozinha como cada curso deve funcionar depois. Estrutura de módulos, avaliações e critérios de conclusão terão de ser revistos com os professores, um curso por vez. Esse esforço é praticamente o mesmo se o destino for outro LMS. No caso do Moodle, a parte técnica tem atalhos conhecidos: a plataforma traz conversores para pacotes IMS Common Cartridge, o padrão aberto de troca de cursos, e um formato próprio para importar questões do Blackboard. O que não dá para importar é o desenho: fóruns, tarefas e notas pedem remontagem.

Permanecer no Blackboard e adotar o Ultra é um caminho legítimo e, para muitas instituições, o mais curto. Mas o calendário abre uma janela rara: o trabalho de redesenho, que costuma desencorajar qualquer troca, vai acontecer de todo jeito. Faz sentido pôr as duas opções lado a lado com os mesmos critérios (custo total, hospedagem, suporte local e esforço docente) e pilotar três disciplinas em cada cenário antes de assinar. Se o Moodle entrar na disputa, uma migração assistida reduz o risco do primeiro semestre.

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